O avanço dos pagamentos instantâneos está redesenhando o mapa bancário na América Latina, pressionando as instituições financeiras a se adaptar rapidamente à nova realidade digital. O PIX, um sistema de pagamento brasileiro lançado em 2020, é o principal símbolo desta revolução. Sua influência, no entanto, vai além das fronteiras do Brasil e serve como modelo para países como Colômbia, México, Peru e Chile, que também procuram alternativas mais rápidas, seguras e baratas para mover dinheiro.
De acordo com um relatório da agência de classificação de risco Moody’sPublicado em 3 de junho de 2025, o impacto dessas ferramentas no setor bancário é profundo: uma vez que o redução no uso de dinheiro em espécie Até o Receitas tradicionais encolhidas dos bancos.
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Pix: um modelo de sucesso em digitalização financeira

Desde o seu lançamento por Banco Central do Brasil, o PIX foi consolidado como uma ferramenta fundamental para promover a inclusão financeira. O sistema é gratuito para indivíduos, opera 24 horas por dia e permite transferências instantâneas entre contas bancárias. Essas características reduziram drasticamente a dependência do dinheiro e o custo das transações para milhões de brasileiros.
Além disso, o PIX se tornou um forte aliado de comércio e microentreepresários, que receberam mais agilidade e sem taxas abusivas. O resultado é um ambiente econômico mais dinâmico e acessível, especialmente para camadas populacionais anteriormente excluídas do sistema bancário tradicional.
Aposta na Colômbia no BRE-B para repetir o sucesso brasileiro
Inspirado no sucesso do pix, o Colômbia prepara o lançamento do BRE-BSeu próprio sistema de pagamento instantâneo. O objetivo é claro: Reduza a forte preferência nacional por dinheiro em espécie e estimular a digitalização das finanças pessoais e comerciais.
Espera-se que o BRE-B crie um ambiente mais competitivo no setor financeiro colombiano e ofereça mais capilaridade aos serviços bancários, especialmente em regiões difíceis de alcançar ou com o baixo banco.
Resultados variados em outros países latino -americanos
Se, por um lado, o Brasil e a Colômbia mostrarem avanços concretos, Outros países latino -americanos ainda enfrentam desafios para implementar sistemas semelhantes com sucesso. O relatório da Moody aponta que Peru e México apresentam resultados mistostanto em termos de adesão popular quanto de estabilidade tecnológica.
No Chile, o cenário é ainda mais desafiador: A adesão ao sistema de pagamento instantâneo foi considerado baixoE há pouca motivação entre consumidores e comerciantes para abandonar os métodos tradicionais. Isso se deve a uma combinação de fatores culturais, técnicos e de confiança nos serviços digitais.
Impactos no modelo de negócios dos bancos

A rápida varredura de pagamentos afetou diretamente o Receita tradicional dos bancosEspecialmente no que diz respeito aos serviços que geraram tarifas recorrentes anteriormente geradas, como transferências bancárias (TED e DOC) e SLIPS.
Além disso, a nova dinâmica requer investimentos pesados em infraestrutura digital, segurança cibernética e inovação. Os bancos que não seguem essa evolução podem se tornar obsoletos.
Com menos agências físicas sendo abertas e até fechamentos de séries em algumas regiões, como ocorre no interior do Brasil, Os bancos começam a priorizar os canais digitais e serviço por meio de aplicativos, reduzindo a presença territorial, mas expandindo o desempenho on -line.
Inclusão e exclusão digital caminham lado a lado
Embora os pagamentos instantâneos promovam um Inclusão financeira sem precedentesDigitalização total também levanta preocupações sobre a exclusão digital. Populações mais vulneráveis, como idosos, pessoas com baixa educação ou sem acesso à Internet, ainda têm dificuldade em aderir às novas tecnologias bancárias.
A solução pode estar em modelos híbridosque combinam inovação com acessibilidade. Isso inclui a manutenção de canais físicos em áreas estratégicas, treinamento da população digital e políticas públicas destinadas à democratização da Internet e educação financeira.
O futuro do sistema bancário na América Latina
A tendência é clara: Pagamentos instantâneos vieram ficar. Com a crescente aceitação popular e os custos operacionais reduzidos, o modelo se tornará a espinha dorsal dos sistemas financeiros nos países da América Latina.
No entanto, o sucesso dessa transformação depende da capacidade de governos e instituições financeiras de equilibrar a inovação com a inclusãoGarantir que o avanço digital não aprofunde as desigualdades sociais existentes.
O Brasil, com seu modelo PIX, está na vanguarda desse movimento. Mas a experiência brasileira também mostra que A inclusão financeira não termina com a oferta de tecnologia, requer adaptação, apoio e responsabilidade social.