IRPF 2025: entenda se você deve declarar valores recebidos via empréstimos ou financiamentos


Com a abertura do prazo para o envio do imposto de renda individual (IRPF) 2025, milhares de brasileiros concordam para reunir os documentos necessários e explicar o IRS. No entanto, surgem dúvidas recorrentes ao lidar com transações mais complexas, como empréstimos e financiamento, que exigem atenção especial ao preenchimento da declaração.

Esses tipos de operações, mesmo que não sejam considerados rendimentos tributáveis, devem ser informados no sistema de receita. Quando omitidos ou preenchidos por engano, eles podem gerar inconsistências que levam o contribuinte à temida malha fina. Em seguida, saiba como informar corretamente esses valores e evitar dores de cabeça com as autoridades fiscais.

Por que declarar empréstimos e financiamento?

Imposto de renda
Imagem: Raofastockbr/Shutterstock.com

Transparência e cruzamento de dados

O Federal Ele cruza informações entre instituições financeiras, notários e outros órgãos para verificar se os dados fornecidos pelos contribuintes são compatíveis com seu movimento financeiro. Assim, ao assumir um empréstimo ou financiamento, é necessário justificar como um certo bem foi adquirido ou como um determinado valor foi pago.

Leia mais: CLT consignado: Descubra o cuidado essencial ao contratar seu empréstimo

Não declarar pode gerar problemas

Embora empréstimos e financiamento não sejam, por si só, receita tributável, a omissão dessas transações pode ser suspeita. Se, por exemplo, o contribuinte declarar a aquisição de uma propriedade, mas não informar de onde veio o recurso usado, a receita poderá entender que há inconsistência entre a equidade e a renda declarada.

Como declarar empréstimos no IRPF 2025

Empréstimos com ou sem garantia

A principal distinção no momento da declaração é se o empréstimo foi feito com ou sem garantia. Nos dois casos, a operação deve ser claramente registrada nas folhas específicas do sistema.

Formulário de “dívidas reais e carga”

Nesta forma, informe o valor total do empréstimo contratado até 31 de dezembro de 2024. É necessário inserir o nome da instituição financeira, seu CNPJ ou CPF (no caso de indivíduos), bem como uma descrição resumida do contrato.

Empréstimos com garantia de bom

Se o empréstimo for garantido por um bem, como uma propriedade ou veículo, este item também deve ser incluído ou atualizado no formulário “bens e direitos”. Especifique o tipo de boa data de compra, valor e uma descrição indicando que está vinculado como garantia.

Formulário “Pagamentos feitos”

Se houver parcelas pagas durante o ano 2024, insira os valores pagos neste formulário. Use o código correspondente (geralmente o código 34 – juros do empréstimo) e descreva o objetivo do pagamento, a instituição do credor e o valor total pago.

Atenção às taxas de juros pagas

Em algumas situações, os juros pagos sobre empréstimos podem ser considerados dedutíveis – especialmente se o recurso foi usado para gerar receita tributável. É essencial consultar um contador para avaliar se esse é o seu caso e como aplicar corretamente essa dedução.

Como declarar financiamento no IRPF 2025

O que é considerado financiamento

O financiamento são operações de crédito em geral, para a aquisição de mercadorias de alto valor, como imóveis e veículos. Ao contrário dos empréstimos, o bem bem financiado é frequentemente incluído diretamente no formulário de patrimônio, mesmo que o pagamento total seja pago em parcelas ao longo dos anos.

Formulário de “bens e direitos”

Digite o bem adquirido através do financiamento, incluindo:

  • Tipo de bom (propriedade, carro, etc.)
  • Data de aquisição
  • Valor de entrada pago no ano de 2024
  • Número do contrato
  • Nome da instituição financeira que concedeu o crédito

Se o financiamento foi contratado em 2024, o campo “Situação em 31/12/2023” deve permanecer em branco ou zero, pois a operação ainda não existia. Já no campo “Situação em 31/12/2024”, é necessário informar o total efetivamente pago até o final do ano, adicionando o valor da entrada e todas as parcelas pagas no período.

Formulário de “dívidas reais e carga”

Em geral, não é necessário declarar financiamento nesta forma se o bem já tiver sido informado em “bens e direitos”. No entanto, isso muda se o financiamento não tiver cláusula de alienação fiduciária ou não estiver vinculada a uma propriedade específica.

Formulário “Pagamentos feitos”

Entre nesta forma, os pagamentos de juros feitos durante o ano. Para propriedades financiadas no sistema financeiro habitacional, é possível deduzir juros até o limite de R $ 3.200 por ano, usando o Código 25 – Juros por Empréstimo.

Financiamento de propriedades: Cuidado Especial

Interesse e limites dedutíveis

O benefício da dedução de juros pagos no financiamento imobiliário é um dos poucos disponíveis para os contribuintes. No entanto, esse benefício tem limites e só pode ser usado se a propriedade estiver em nome do declarante ou de seus dependentes e se usada como residência.

Documentos necessários

Para provar pagamentos, mantenha os seguintes documentos armazenados:

  • Contrato de financiamento
  • Provas mensais de pagamento
  • Relatórios de renda da instituição financeira

E se o empréstimo for entre indivíduos?

FebbraBan Private Consigned Log
Imagem: User25042088 – Freepik

Registro obrigatório

Mesmo que o empréstimo seja feito entre indivíduos, ele deve ser declarado. A pessoa que emprestou o valor deve incluir a transação no formulário “bens e direitos”, indicando o valor emprestado e os dados do beneficiário. Aqueles que receberam o valor devem declarar o empréstimo em “dívidas e carga reais”, com os dados do credor.

Atenção ao movimento bancário

Altos movimentos financeiros entre contas individuais podem levar a alerta à receita, especialmente se não for declarada.

Considerações finais

A declaração correta e o financiamento da IRPF 2025 é essencial para garantir a transparência fiscal e evitar problemas com o IRS. Embora essas transações não sejam consideradas receitas tributáveis, sua omissão pode surgir suspeitas e levar o contribuinte à malha de multa.

O ideal é manter o controle detalhado de todas as operações financeiras realizadas ao longo do ano, incluindo documentação que comprova pagamentos, contratos e origem dos recursos. Em caso de dúvida, a orientação de um profissional de contabilidade pode fazer toda a diferença ao apresentar a declaração com segurança e pontualidade.



Fonte Seu Crédito Digital

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