Desde 1994, o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) Permite que as associações executem descontos mensais diretamente nos benefícios dos aposentados e aposentados. Essa prática, no entanto, só pode ocorrer pela autorização expressa do beneficiário. Apesar das regras recentes que obrigavam a reavalidação periódica dessas autorizações, o INSS nunca cobrou essa confirmação, o que abriu espaço por fraude e descontos indevidos.
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Como o desconto mensal do INSS

Autorizações para descontos são obrigatórias
Para que uma associação possa descontar taxas mensais diretamente no benefício do INSS, o aposentado ou o aposentado deve autorizar anteriormente o desconto. Essa autorização serve para garantir que o desconto seja legítimo e desejado pelo beneficiário, protegendo -o de cobranças impróprias.
Origem da possibilidade de desconto direto no benefício
A possibilidade de descontos automáticos nos benefícios do INSS foi regulamentada em 1994, permitindo maior conveniência para o beneficiário e as associações. No entanto, o controle sobre essas autorizações sempre foi precário, gerando riscos para os segurados.
As regras que tentaram impor revalidação periódica
Medida provisória 871/2019: O início da revalidação obrigatória
Em 2019, o governo de Bolsonaro emitiu a Medida Provisória 871, que incluiu a Lei de Benefícios do INSS, a determinação da reavalidação anual de autorizações de desconto. A intenção era aumentar a segurança contra a fraude e garantir que os descontos fossem legítimos e periódicos.
Mudanças no prazo e no início da obrigação
Quando o deputado foi transformado na Lei 13.846/2019, o Congresso mudou o prazo para a revalidação a cada três anos, programado para começar em 31 de dezembro de 2021.
Decreto 10.410/2020: reforço em revalidação
Ainda em 2020, o Presidente Bolsonaro assinou o Decreto 10.410, que confirmou a revalidação a cada três anos a partir do final de 2021, criando uma obrigação administrativa para com o INS.
Lei 14.131/2021 e extensão por causa da pandemia
Com a Pandemia Covid-19, a Lei 14.131/2021 estendeu o prazo de reavalidação para o final de 2022 e pode ser estendido por mais um ano. Essa medida teve como objetivo dar mais tempo à adaptação do sistema diante das dificuldades causadas pela pandemia.
Lei 14.438/2022: Fim da obrigação da revalidação
Em 2022, o Congresso aprovou a Lei 14.438, que removeu da legislação a exigência de reavalidação periódica. No entanto, o decreto de 2020 que previa a revalidação não foi revogado, criando uma situação de insegurança legal.
O que os presidentes do INSS dizem sobre a revalidação
Gilberto Waller Júnior: Presidente atual e confirmação de não revalidação
O atual presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, assumiu a agência após o escândalo de descontos indevidos para benefícios. Segundo ele, os INSs nunca exigiram ou fizeram a reavalidação periódica das autorizações de desconto.
“Essa reavalidação nunca foi feita. Essa verificação nunca foi feita se o que estava sendo descontado fosse verdadeiro ou não”, disse Waller.
Ele também apontou que a fragilidade do sistema permitiu que os fraudadores fechem acordos com empresas fantasmas para aplicar descontos indevidos em larga escala.
Leonardo Rolim: ex -presidente e tentativa de revalidação piloto
Leonardo Rolim, presidente do INSS entre 2020 e 2021, afirma ter feito um piloto de reavalidação com as entidades que tiveram mais queixas, mas a medida não avançou.
Ele apontou que a pandemia atrasou ainda mais a implementação da revalidação e que a Lei 14.438/2022 encerrou a obrigação, embora o decreto do governo anterior ainda esteja em vigor.
Desacordos legais e interpretações conflitantes

O cenário de antinomia legal
Especialistas em direito apontam que o cenário atual apresenta uma antinomia legal – uma situação em que as normas conflitantes coexistem, gerando dúvidas sobre as quais se deve prevalecer.
A visão dos advogados do caso
Arthur Rollo, médico em direito, afirma que o INSS provavelmente interpreta a situação da maneira mais favorável, optando por não realizar a reavalidação diante da remoção da obrigação por lei.
Wallace Corbo, advogado constitucionalista, ressalta que, apesar da ausência de revalidação na lei, o decreto ainda pode justificar sua realização. No entanto, se um associado for prejudicado pela revalidação, poderá contestar sua validade judicialmente.
Conseqüências da ausência de reavalidação periódica
Fraude inadequada e descontos
A ausência de reavalidação anual ou Trien abriu lacunas para fraude em massa, com descontos feitos sem autorização válida. A dificuldade em seguir esses descontos resultou em perdas financeiras para milhares de aposentados e aposentados.
Falta de inspeção eficaz pelo INSS
Os INSs nunca receberam os documentos que provariam a legitimidade dos títulos entre beneficiários e associações, nem procedimentos relacionados ao desconto revisado, de acordo com o presidente Waller.
Reações governamentais e medidas futuras
Até o momento, o INSS não retomou a reavalidação periódica ou criou um sistema seguro para evitar descontos inadequados. Os especialistas recomendam a implementação de um mecanismo eletrônico e transparente para controlar as autorizações.
Como o beneficiário deve prosseguir para evitar descontos inadequados

Verifique os extratos e comunicações
A recomendação básica é que os aposentados e aposentados verifiquem periodicamente suas extratos de pagamento para identificar descontos não autorizados.
Comunicar os órgãos de proteção do INSS e do consumidor
Ao identificar cobranças suspeitas, o beneficiário deve registrar uma queixa no INSS e também buscar assistência de agências de proteção ao consumidor, como o Procon.
Cancelar autorizações antigas e suspeitas
É importante para o segurado cancelar quaisquer autorizações antigas que não foram formalmente renovadas, evitando acusações sem o seu consentimento.
Conclusão
Embora a reavalidação periódica de autorizações de desconto para benefícios do INSS tenha sido fornecida por uma série de padrões entre 2019 e 2022, ela nunca foi efetivamente implementada. A legislação conflitante e a ausência de inspeção facilitaram a ocorrência de fraudes e descontos inadequados.
O atual presidente do INSS reconhece essa fragilidade e destaca a necessidade de uma revisão urgente do sistema. Até que isso aconteça, cabe aos beneficiários redobrar sua atenção para proteger seus benefícios contra descontos ilegítimos.
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