O sistema automatizado do INSS tem sido cada vez mais usado para processar solicitações de aposentadoria e outros benefícios. No entanto, a análise feita pelos “robôs” do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) nem sempre é correta, resultando em rejeições injustas.
O caso de Maurócio Antônio Gitirana, que teve sua aposentadoria negada, apesar de cumprir todos os requisitos, é um exemplo claro de como os erros em avaliações automáticas podem prejudicar o segurado.
Se você estiver nessa situação, saiba como recorrer à decisão do INSS e garantir que seus direitos sejam reconhecidos.
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O robô INSS: como funciona e quais são os erros comuns

Nos últimos anos, o INSS foi suportado por sistemas automatizados para otimizar o processo de análise de benefícios. De acordo com o advogado especializado em Direito da Seguridade Social Rômulo Saraiva, esses robôs examinam o Registro Nacional de Informações Sociais (CNIS), onde os dados são registrados como contribuições e períodos funcionavam.
No entanto, podem surgir problemas quando as informações estão ausentes ou inconsistentes. Nesse caso, o sistema tende a negar a ordem.
“O ideal é reunir o máximo possível de documentos antes de fornecer a ordem. Muitos segurados enviam fotos de documentos com baixa qualidade, o que dificulta ou mesmo evita a identificação. Portanto, é essencial apresentar a documentação atualizada e legível”, diz Saraiva. Isso significa que erros simples, como a qualidade das fotos do documento, podem ser suficientes para rejeição.
Como recorrer ao INSS após a recusa de um benefício
Se sua solicitação de benefício foi recusada pelo INSS e você acredita que houve um erro na análise, é possível recorrer. Existem dois caminhos principais: o apelo administrativo e o processo.
Recurso administrativo: como começar
Se você escolher o apelo administrativo, o prazo para registrar a contestação é 30 dias civil A partir da data do conhecimento da decisão negativa. Para isso, visite o portal Meus inssseja pelo aplicativo ou pelo site. Uma vez lá, siga as etapas para abrir um novo pedido e escolher a opção “Recurso comum”.
No formulário, o trabalhador deve informar dados pessoais, explicar as razões pelas quais ele discorda da decisão do INSS e anexe documentos que provam seu direito.
O processo será analisado por Conselho de Recursos de Seguridade Social (CRPS)órgão independente que reavalia as decisões dos INSs. No entanto, vale lembrar que o tempo médio de resposta pode ser longo. De acordo com dados do Ministério da Seguridade Social, em 2023, os segurados aguardavam, em média, 278 dias Para uma resposta sobre recursos administrativos.
Quando você escolhe a justiça
Embora o apelo administrativo seja uma opção, muitos segurados preferem recorrer a JustiçaEspecialmente quando há uma necessidade urgente de benefício. De acordo com o advogado Rômulo Saraiva, a maneira judicial pode ser mais eficaz, porque, embora também tenha seus prazos, a análise tende a ser mais cuidadosa, sem o uso de sistemas automatizados.
No entanto, a escolha entre recorrer ao INSS ou justiça dependerá de vários fatores, incluindo a urgência do benefício, a saúde do segurado e sua situação financeira.
O papel do servidor público na análise de benefícios
Embora o INSS use robôs para processar a maioria dos requisitos, existem casos referidos para análise manual, realizados pelos servidores do Instituto. Isso acontece principalmente em situações em que há maior complexidade na solicitação, como:
- Tempo especial: Funciona em condições não saudáveis ou perigosas.
- Aposentadoria do professor: Regras diferenciadas para professores.
- Trabalho rural: Necessidade de prova por meio de documentos específicos.
- Trabalho no exterior: Precisa verificar os acordos internacionais de seguridade social.
Esses casos requerem a verificação de documentos adicionais, como o Perfil Profissional de Seguro Social (PPP)Relatórios técnicos e outros vouchers.
Quando o robô falha em analisar o caso
Quando o pedido envolve situações mais complexas, como as mencionadas, o sistema automatizado do INSS pode encaminhar o caso para analisar um servidor. Nesses casos, a resposta geralmente não ocorre tão rapidamente quanto quando o robô analisa a solicitação.
No entanto, como explica o próprio advogado, casos complexos são analisados com mais detalhes, o que aumenta as chances de uma decisão mais justa.
Por que tantos pedidos de benefícios são rejeitados?

O Tribunal Federal de Auditores (TCU) anunciou que, entre janeiro e maio de 2024, 10,9% dos pedidos dos benefícios analisados automaticamente pelos INSs foram rejeitados por erro. Esse alto índice aponta para a necessidade de uma revisão do processo, especialmente no uso de sistemas automatizados.
Com mais de 5,3 milhões de solicitações negadas Em 2023, é evidente que os erros de robô têm um impacto significativo no segurado. O fato de muitos desses pedidos terem sido negados sem análise humana pode explicar por que tantas pessoas são obrigadas a recorrer ao sistema judicial para garantir seus direitos.
Com informações de: EXTRA
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