Em 2023, o Brasil teve o menor número de nascimentos desde 1976. Segundo especialistas consultados pelo G1, o mercado de trabalho brasileiro é mais velho e o sistema de segurança social pode ser insuficiente para atender à demanda futura da aposentadoria. Reprodução do cartão de trabalho O envelhecimento da população e a queda do nascimento já estão começando a ter efeitos no mercado de trabalho brasileiro e devem exigir novas reformas da seguridade social nos próximos anos, segundo especialistas ouvidos pelo G1. A situação é a conseqüência de uma série de variações sociais e demográficas da população do país. Os dados do registro civil do IBGE mostram uma queda consistente no nascimento nas últimas décadas, resultado de mudanças culturais entre famílias, que têm menos e crianças e entre as mulheres, que adiam cada vez mais (ou não têm) o sonho de serem mães. Em 2023, o Brasil teve os menores nascimentos desde 1976: 2.518.039 nascimentos foram registrados no país, uma queda de 0,8% em 2022. Em 2023, o Brasil teve o menor número de nascimentos desde 1976 G1 com um número social de nascimentos. “À medida que a população brasileira envelhece, a força de trabalho também envelhece. A expectativa de vida brasileira tem aumentado e isso faz com que as pessoas mais velhas permaneçam mais tempo no mercado de trabalho”, explica Bruno Imazumi, economista da LCA Consultores. Uma pesquisa da pesquisadora Janaína Feijó, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), com base nos dados do IBGE, ressalta que a participação de pessoas mais jovens na força de trabalho caiu nos últimos 12 anos. Segundo o estudo, houve uma queda de 15% na população em idade ativa entre 14 e 17 anos e 6% entre os 18 a 29 anos. Já a parte da população com 40 anos ou mais aumentou 35% no mesmo período. Veja o gráfico: a mesma tendência aparece entre os ocupados: enquanto a participação de pessoas entre 14 e 17 anos caiu 8% entre 2024 e 2012, os trabalhadores com 40 anos ou cresceram 36%. E como é o salário médio do país? Embora o envelhecimento do mercado indique uma faixa maior de trabalhadores mais experientes, isso não se traduz necessariamente em um aumento no salário médio do país, dizem especialistas ao G1. “A renda está mais relacionada à produtividade (e consequentemente à educação). Estamos colocando pessoas mais instruídas no mercado de trabalho e os anciãos tendem a ser mais experientes, duas coisas desejáveis para o trabalhador”, diz Imazumi. Para Feijó, da FGV IBRE, embora haja uma melhora nos níveis educacionais do Brasil, ainda existe um contingente significativo da população com baixos níveis de educação. “A evolução educacional do Brasil tem sido mais lenta do que o necessário. No futuro, as pessoas devem chegar ao mercado de trabalho com mais educação, mas isso não significa necessariamente que eles terão melhores empregos”, diz ele. Para o pesquisador, apenas aqueles que sabem se adaptar – isto é, estudar para seguir as mudanças no mercado de trabalho só poderão se adaptar. “Os empregos futuros serão focados na tecnologia, por exemplo, o que significa que as pessoas mais velhas precisarão passar por uma reciclagem e requalificação contínua para permanecer bem posicionadas no mercado”, acrescenta Feijó. Além disso, diz Imaizumi, a tendência é que o mercado de trabalho também molda as novas demandas da sociedade. “Por exemplo, os idosos exigirão mais serviços relacionados à saúde, o setor educacional receberá cada vez menos pessoas, empresas e planos de saúde terão mais despesas com pessoas mais velhas”, acrescenta. E como é a aposentadoria? As transformações também devem afetar a previdência social. Isso ocorre porque o aumento da expectativa de vida – que aumentou para 76,4 anos em 2023 – adicionado ao alto déficit orçamentário do governo, deve exigir que novas reformas sejam feitas nos próximos anos. Parte do que essa imagem explica, diz Feijó, é o modelo de sistema de seguridade social adotado pelo Brasil e outros países da América Latina, chamado “Sistema de Seguridade Social da Solidariedade”. Nesse modelo, a idéia é que a contribuição das gerações mais jovens financie as gerações mais velhas à medida que a necessidade de aposentadoria chega. “À medida que passamos por uma transição demográfica na qual a base mais jovem é reduzida e a mais velha se amplia, a tendência é que o problema [previdenciário] É acentuado ao longo do tempo ”, diz o pesquisador da FGV. De acordo com o relatório global da Seguridade Social, lançado recentemente por Allianz e analisa 71 Sistemas de Seguridade Social em todo o mundo, o sistema de pensão brasileiro está próximo da parte inferior do ranking global, com uma pontuação de 4,2. (como a cobertura e os níveis de pensão) do sistema de previdência social. A razão de dependência. Além disso, a parte da população adulta que tem acesso a serviços financeiros ainda é menor do que na maioria dos outros países e o país tem uma das distribuições mais desiguais da riqueza financeira líquida de famílias particulares ”, acrescenta ele. O Inss, instituto que paga a aposentadoria e as pensões dos trabalhadores do setor privado, deve mais do que quadruplicar nos próximos 75 anos. De acordo com o relatório da Allianz, o baixo volume de economia privada e as altas taxas de contribuição fazem uma “expansão sustentável de pilares ocupacionais e privados totalmente financiados no sistema de seguridade social brasileira”. Trabalho informal, levando a lacunas de cobertura ”, diz o documento. Segundo Imaizumi, todo esse cenário do envelhecimento da população, o nascimento e o aumento da expectativa ajuda a pressionar o sistema de previdência social da“ maneira crítica ”. O primeiro passo é acabar com os privilégios de grupo que já são privilegiados no Brasil. Em seguida, teremos que discutir novamente a idade e o tempo de contribuição, combate a informação, os planos incentivos para o Brasil. O presidente do INSS responde a medidas para evitar fraudes
Fonte g1
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