Na esquina movimentada da Rio Branco Avenue e da rua Almirante Barroso, no centro do Rio de Janeiro, um Transformação urbana silenciosa, mas simbólicafaz parte da paisagem desde o final de 2022.
Onde funcionou A maior filial do CAIXA ECONOMICA FEDERAL no BrasilCom mais de 3.700 metros quadrados, hoje opera uma enorme loja popular de produtos chineses.
O espaço, instalado no térreo e mezzanino Construção de Almirante Barrosoagora está ocupado pelo megaloja “Best of lojas”pertencente ao grupo “Casas da mãe”Conhecido pelo marketing de produtos de baixo custo em grande volume: salões, artigos de papelaria, jóias e artigos de presentes.
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O esvaziamento financeiro de Centro
Substituindo uma agência bancária robusta por um megaloja de produtos populares É um reflexo direto das mudanças econômicas e urbanas pelo qual o centro do Rio de Janeiro vem passando nas últimas décadas.
O “esvaziamento financeiro” de tão chamado levou a Redução drástica de agências bancáriasespecialmente nas regiões centrais da cidade.
Entre 2015 e 2022, Mais de 30 agências foram fechadas Somente na área entre CinelânDia e Candelaria. A digitalização dos serviços bancários e o alto custo da manutenção de agências físicas em edifícios históricos são alguns dos fatores apontados para esse fenômeno.
Do centro bancário ao corredor de varejo
A nova ocupação do espaço sinaliza uma transição do centro do Rio: da fortaleza financeira para um Corredor de negócios de varejo popularespecialmente alimentado por varejistas chineses.
Esse movimento, embora perturbando alguns comerciantes tradicionais, também é apontado como uma tentativa de manter o espaço ativo e gerar empregos.
Um edifício de mutação histórica
“Barrosão” e seu passado imponente
O edifício Almirante Barroso, conhecido entre os cariocas como “Barrosão”, Foi inaugurado em 1957, nos últimos anos da era do Rio como capital federal.
Com o seu 31 pisos e arquitetura imponenteFoi por muitos anos sede regional da CAIXA Econônica federal e símbolo da presença do estado no centro do rio.
O projeto arquitetônico é assinado por Paulo Mourão, Ja Tiedemann e Ney GonçalvesVencedores do concurso nacional promovido pelo banco. No lobby principal, existem colunas ornamentadas em estilo neocolombiano pelo artista SpinozaAtualmente parcialmente escondido pelas prateleiras da nova loja.
Um centro cultural deficiente
Antes de abrigar o megaloja, o espaço também era o lar do velho Centro Cultural CAIXAque reuniu:
- Um teatro de arena com mais de 200 assentos
- Dois cinemas
- Três galerias de arte
- Uma livraria
- Salas de teste e workshops
- Um piano público de acesso livre
Parte das atividades culturais foi transferida para a construção de Rua Das Marrecasna caminhada, e os shows foram redirecionados para o Teatro Nelson Rodriguesna Avenida Chile.
O impacto da descarga
Para muitos frequentadores do antigo centro cultural e da agência, o novo uso comercial representa Uma falta de caracterização do valor simbólico e artístico do espaço.
“Gostei mais quando era uma agência bancária e um centro cultural. Serviu mais à cidade”, diz o designer Gisela Machado30 anos.
O avanço das revistas chinesas no Brasil
Estratégias de ocupação urbana
A instalação de megastores chineses em áreas de grande circulação tornou -se comum em grandes cidades brasileiras.
Com modelo baseado em alta rotatividade de produtos, preços baixos e margens mínimasAs revistas chinesas ocupam espaços anteriormente considerados nobres, especialmente no centro da capital.
No caso de Barrosão, o proximidade à estação de metrô Carioca, VLT e dezenas de linhas de ônibus Foi um fator decisivo para escolher o ponto.
“Este edifício tem um local privilegiado. Se continuasse como banco, seria mais útil, mas eu entendo a importância de um forte comércio aqui”, diz o comerciante Jordélio Pimentel66, proprietário de uma loja de eletrônicos nas proximidades.
Grupo Casas da mãe: o novo inquilino
O grupo Mãe casasresponsável pelos “melhores das lojas”, investiu fortemente em Aluguel de grandes áreas comerciais no centro e nos bairros periféricos do Rio. O contrato de arrendamento foi assinado com o BTG Pactualproprietário atual da propriedade.
O banco de investimento começou a parar o prédio depois de uma série de desmobilizações de CAIXA, que procurou Reduzir custos com seus próprios imóveis e concentre -se na modernização digital dos serviços.
Reações e impactos no bairro
Divisão de opiniões
A chegada da loja dividiu comerciantes e trabalhadores da região. Enquanto alguns celebram o aumento do fluxo de pessoas e o potencial de novos clientes, outros se arrependem do “Popularização excessiva” da área que já foi um dos centros financeiros mais sofisticados do país.
Acesso cultural comprometido
O fechamento dos cinemas e galerias de arte representa um perda de acesso livre e democrático à culturaEm uma região que historicamente carece de atividades culturais permanentes fora do circuito elitizado da zona sul.
O futuro do centro do Rio

Um novo perfil econômico
A ocupação do espaço por uma loja de perfil popular destaca a mudança no perfil socioeconômico da região. Com a partida de grandes bancos e escritórios de advocacia, A vocação financeira dá lugar a uma função de serviço mais comercial e básica.
Urbanistas pedem equilíbrio
Especialistas do urbanismo argumentam que a revitalização do centro está passando por um Equilíbrio entre moradia, comércio e cultura. A simples substituição de espaços públicos ou históricos por lojas não resolve problemas estruturais, como insegurança, especulação imobiliária e degradação urbana.
“É necessário pensar no centro não apenas como um espaço de passagem, mas como um local de moradia, cultura e coexistência”, diz o planejador urbano Lorena SalgadoProfessor da UFRJ.
Considerações finais
A transformação do térreo do edifício Almirante Barroso, Símbolo do poder do estado para o ponto comercial popularÉ emblemático das mudanças pelas quais o centro do Rio de Janeiro está passando.
Substituindo a maior filial do CAIXA Econônica federal por um megaloja chinês revela um novo ciclo urbanoem que a presença do Estado diminui e o mercado de consumidores popular ocupa os vazios deixados.
Embora traga dinamismo comercial, a nova ocupação acende um alerta sobre o descarga do patrimônio arquitetônico e culturalAlém de aumentar os debates sobre o futuro do centro da cidade.
A cidade se reinventa. Resta saber: a que custo e para quem?
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